Há muito já existia a vontade de reunir meus ex-alunos para uma produção conjunta, numa revisão descontraída do visto nos cursos, bem como para degustarmos as cervejas uns dos outros e fazermos uma bagunça cervejeira legal. Pois bem, aproveitando o final de ano, época tradicional dos encontros, e o orgulho e felicidade pelos resultados obtidos pela galera no IV Concurso Nacional, alguns com suas primeiras cervejas, logo após este me decidi que de 2009 não passaria nossa brassagem coletiva, e contactei a todos para marcarmos um churrascão de final de ano. A data escolhida foi a do dia 13 de dezembro, e o local foi a sede do Clube dos Oficiais Bombeiros, que margeia a Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca. Sabia que a ocasião não era das melhores pra encontros, por conta da indisponibilidade da agenda de muitos, mas como já havia decidido que de 2009 não poderia passar, escolhi um domingo, hehehe, visando amenizar as baixas (só muito loucos fazem encontros aos domingos, ou não, ou quem quer divórcio ou brigas familiares?!).
Foi super legal reencontrar os amigos, quase todos já tendo produzido suas cervejas, e outros bem crus ainda, como os alunos de duas semanas anteriores, que ainda nem tinham experimentado a cerveja por eles produzida no curso, a Fluminense Ale, cuja degustação seria no final do mês, no Beertaste.
A princípio a cerveja que produziríamos seria uma dubbel, numa tentativa incentivar a galera a participar do concurso da Eisenbahn, mas, não tendo o fermento mais adequado, em cima da hora resolvi por fazer uma weizen com fermento líquido, o Wyeast 3068, para alguns ainda novidade.
Marcado o encontro pras 9:30 da manhã, num domingo chuvoso, acabou que atrasamos um pouco e só iniciamos a produção por volta das 11 horas, e durante uma e outra pausa fomos degustando as cervejas da festa. Como na época não fiz um rascunho do que escrevo, e o tempo passou mais do que deveria, talvez não lembre de todas, mas gratas surpresas houve, como a primeira cerveja do Gustavo de Lumiar, uma weizen, acho, que embora não lembre agora com precisão do estilo, gravei que estava bem legal, ou as cervejas do Rafael, uma delas entre as melhores pale ales que já bebi, ou ainda a cerveja do exigente Cosme de Friburgo, que embora pra ele não estivesse tão boa ou pertencesse a um estilo definido, estava sem defeitos pra mim, bem gostosa. Pra completar a lista das cervejas que tínhamos, a Tatiana levou um cornelius cheio com sua SiniXXXXtra Smoked Red Ale e eu dois, um deles com uma Belgian Strong Dark Ale com romã e outro com uma cerveja sem estilo algum, fruto da mistura de várias cervejas que tinha, hehehe. Além destes cornélius, levei mais 100 litros de Bottobier Munich Helles e 50 litros da pilsen da microcervejaria Röter, de Barra do Piraí, RJ, que gentilmente doou o seu chopp pra nossa confraternização.
Aproveitei a ocasião pra fazer uma brincadeira com a galera, para alguns de muito mau gosto, para outros nem tanto, que tinha a singela intenção de quebrar alguns mitos. Juntei todos num mesão e, munidos de lápis e papel para anotações, fizemos um grande teste cego com 7 cervejas comerciais que encontramos por aí facilmente, todas pretensamente pílsens, a saber: Skol, Brahma, Bohemia, Schincariol, Sol, Itaipava e Bavária Premium. Não era um teste pra definirmos a melhor ou a menos pior, mas tão somente pra mostrarmos que nenhuma delas teria uma personalidade hábil que nos permitisse indentificá-las facilmente, sendo todas muito parelhas em aspecto, aromas e gostos. Mesmo sabedores dos rótulos que participavam do teste, nenhum dos 30 degustadores acertou quais eram as 7 amostras, e, salvo engano, o que teve mais sucesso acertou apenas 4. Pra minha surpresa, achei que talvez a Bohemia se sobressaísse, pelo aroma um pouquinho maior de lúpulo que carrega, mas ledo engano. A Skol ficou em última, na preferência do pessoal, que entre as menos piores apontou Bavária premium e Sol, sim, Sol, inacreditável, seguidas de Bohemia, Brahma, Itaipava e Schin. Ressalto mais uma vez que não houve qualquer atribuição de nota, não se propunha a isso, como disse, mas apenas pra mostrarmos da dificuldade de identificação das cervejas das macros encontradas por aí. Agora, quando fizermos festas pra incautos bebedores, melhor economizarmos e comprarmos as mais baratas, independentemente do rótulo que carregarem, bastando tomar o cuidado de já levarmos os copos chheios pros nossos convidados, hehehe.
Não dá pra descrever tudo que houve no dia, mas sei que a parada foi até às 22 horas, quado saí, regada quase que completamente por cervejas caseiras. De lições da festa, ou melhor, constatações, além da que as macros pouco diferem umas das outras, embora tivesse alguns poucos flamenguistas uniformizados por lá, hehehe, comprovou-se que a maioria entre os cervejeiros é tricolor. Não sou eu quem digo, vide as fotos.
Foi super legal o evento, e neste ano farei o possível para repetí-lo, com certeza.
As fotos do dia podem ser vistas pelo link http://picasaweb.google.com.br/LeoBotto/ChurrascoAlunos# .
Um brinde,
Botto
Encontro de ex alunos, atuais amigos e cervejeiros
jan 24th, 2010 by Botto
Fala Botto,
O encontro foi muito legal, espero que repita mais vezes.
Obrigado pelo elogio a minha Pale Ale que foi minha segunda leva.
Hoje já estou com 8 cervejas produzidas e aproveito mais uma vez para agradecer às ajudas que tem me dado.
Abs!