Feed on
Posts
Comments

Bamberg
Meus amigos,
dia 27 de abril, das 9 às 20 horas, terei o prazer de ministrar o III Curso de Produção de Cerveja Artesanal Caseira na Cervejaria Bamberg.
O curso consiste em parte teórica e prática, iniciando com um pouco de história, conceitos e classificações das cervejas, passando pelas matérias primas e equipamentos necessários, com a indicação dos fornecedores e como montar seu próprio equipo, até chegar na prática, com o acompanhamento de uma leva de 20 litros.
Desde o primeiro curso na Bamberg, representante da Francônia Brasileira, a ideia é prestigiar o aniversário da Reinheitsgebot, ou Lei de Pureza Alemã da cerveja, comemorada no dia 23 de abril, e, sendo assim, o estilo a ser feito deve ser feito apenas com maltes de cevada, lúpulos alemãs, água e levedura. Em breve colocarei algumas opções de estilos para definirmos com a turma. Mas mais que prestigiar a Lei de Pureza, o objetivo é fazer um curso voltado àqueles que desejam fabricar sua própria cerveja, que busquem qualidade, permitindo o desvencilhar da pouca variedade de estilos da bebida a nós imposta no Brasil.
Bem, é isso. Abaixo melhores informações sobre o curso:

Data: 27 de abril de 2013, sábado.

Horário: das 09 às 20 horas.

Local: Cervejaria Bamberg, sito na R. Sebastião Benedito Reis, 582, Votorantim, SP.

Investimento: R$ 400,00. A data da reserva da vaga será a da confirmação do depósito. Incluído apostila, alimentação e degustação de choppes oferecidos pela Bamberg, além das cervejas de trigo de Weihenstephan, Alemanha, cervejaria mais antiga do mundo ainda em funcionamento, desde 1040, colaboradoras do curso.

Para inscrição e mais informações, entrar em contato pelo email tatiana@bottobier.com.br .

Programa:

- Parte teórica abrangendo breve histórico da cerveja, estilos, máterias primas e equipamentos (onde adquiri-los e como produzi-los), limpeza e sanitização, e processo cervejeiro.

- Parte prática onde os alunos elaborarão uma leva de cerveja, acompanhando o processo desde a moagem ideal dos grãos, passando pela parte quente do processo, brassagem ou cozimento dos maltes, filtragem, fervura, lupulagem, resfriamento e inoculação do fermento. Concomitantemente à parte prática, que dura cerca de 8 horas, degustaremos as cervejas.

Um brinde,

Botto

P.s.: Um pouco dos cursos anteriores na Bamberg http://bottobier.com.br/blog/?p=213

P10106931

Botto Bier Zoontje

Da esquerda para Direita: Vinícius, Tati, eu, Clarinha, Pílsen e Chopp
A melhor coisa de saber fazer cerveja, sempre acreditei nisso, é ter condições de pra cada momento feliz por qual vivemos podermos criar uma nova receita, uma nova cerveja que pode assumir características, gostos e sabores de quem se quer homenagear, presentear, ou da própria ocasião, sempre com nosso espírito compartilhado. Pra mim o mais gostoso conceito de cerveja especial é este.
Pois bem, 2012 vem sendo um ano fenomenal, muito trabalho e ótimas novas, e foi com grande alegria que recebemos a notícia da chegada do Vinícius, nosso filhote que está por vir, e felicidade assim não pode passar impune, mereceu a criação de uma cervejinha, né?!
Mas qual cerveja fazer, de qual estilo, como, por quê, como nosso filho será, do que ele gostará? A brincadeira é difícil, e então fui buscar inspiração no Poetinha e Toquinho, ou melhor, na música “O Filho Que Eu Quero Ter“, pra começar a sonhar com a cerveja que queríamos pra este momento.
Todo pai quer o melhor pros seus filhos, fato, mas o que é o melhor? Qual o melhor estilo? Qual a melhor escola cervejeira? Qual a melhor cerveja? Talvez sejam estas as perguntas mais recorrentes que ouço dos amigos e alunos, e a certeza é que não há melhor escola, são diferentes; que não há melhor estilo, são apenas diferentes; que a melhor cerveja é a próxima a ser feita e tudo dependerá de infinitas combinações de ingredientes, pessoas, momentos e gostos pessoais.
Como todos somos um pouco vira-latas cervejeiros, frutos de múltiplas influências e escolas neste mundo cada vez mais globalizado, sem quaisquer regras pré estabelecidas, nasceu o desafio de criar uma cerveja que permitisse unir características das 3 escolas clássicas de cerveja, a Belga, a Alemã e a Inglesa, com toques norte americanos e brasileiros na receita. O estilo escolhido, então, foi o Belgian IPA, um tipo de cerveja bastante recente, ainda sem rigidez conceitual, no qual pude agregar ao tradicional estilo IPA inglês o uso de maltes especiais alemães, lúpulos dos EUA, água, cervejeiros e espírito brasileiros, e levedura líquida tipo trapista belga. Pra completar a colcha de retalhos, o nome escolhido para a cerveja em homenagem ao moleque foi Zoontje, que significa filho recém-nascido, filhinho em holandês, idioma mais falado na Bélgica.
Voltando ao estilo Belgian India Pale Ale, a maioria dos exemplos comerciais deste novo estilo são construídos em cima de bases de American, English ou Imperial IPAs, Belgian Strong Golden Ales ou Tripels, e, embora goste de todos estes estilos, não me ative a nenhum deles especificamente, mas em todos um pouco. Assim, a Zoontje ficou super maltada, melanoidina e caramelo chamam a atenção no aroma e sabor, num misto de uma american amber ale, uma english IPA, uma belgian dubbel ou até uma bock (viagem). O amargor é persistente e fino, bastante pra equilibrar o dulçor dos maltes e ainda aparecer no final, nem parecendo conter seus cerca de 51 IBUS, aqui já lembrando mais uma english IPA. Aromas cítricos dos lúpulos, tangerina, principalmente, acho, aparecem, não na intensidade das American IPAs, mas estão lá contando história. E o fermento…., bem, o fermento White Labs 500, trappist ale, é reconhecido como sendo o mesmo da Chimay Grand Reserve. É um dos meus preferidos, foi o que usei na Dama do Lago, também uma belgian, mas dark strong ale, uma das cervas que mais gostei de ter feito até hoje, conhecido por sua complexidade de aromas, frutas passas, ameixas, fenólico, e por “roubar” a cena (no bom sentido, claro) de maltes e lúpulos com os quais brinca na cerveja. Sou muito fã desta cepa, tanto que usei, mas creio que com o White Labs 530 (Westmalle) ou 570 (Duvel) a lupulagem pudesse aparecer mais. Fica a dica pra quem curte uma lupulagem mais assertiva. Eu mesmo numa próxima edição farei o teste.

O rótulo (acima) é uma brincadeira caricata também do álbum de família, cuja explicação virá em momento oportuno.

Voltando à cerveja: e como filho não se cria pra você, mas pro mundo, eis a receita para uma produção de 23 litros da Zoontje:

Maltes
3,9 kg de pílsen da Agrária
0,78 kg de Carared (Weyermann)
0,78 kg de Munich II (Weyermann)
0,26 kg de Melanoidina (Weyermann)
0,16 kg de CaraAroma (Weyermann)

Lúpulos
26 g de Columbus (16% a.a.) faltando 90 minutos pro término da fervura
10 g de Simcoe (13,5% a.a.) faltando 15 minutos
23 g de Cascade no dry hopping

Levedura
White Labs 500, Trappist Ale

Água
15 litros água pra mostura
20 litros água pra lavagem

Arriar os maltes com a água da mostura já pré aquecida a 60 graus celsius, subindo até 63/64 graus, temperatura na qual permaneceremos por 90 minutinhos. Convertido todo amido, finda a brassagem, elevamos até 78 graus para a inativação das enzimas. O objetivo é trabalhar mais intensamente com a beta amilase, gerando assim açúcares mais fermentáveis possíveis, já que dulçor teremos suficientes dos maltes, visto ser uma cerveja puro malte de cevada e com grande quantidade deste, que inevitavelmente nos fornecerá mais dextrinas, aumentando o corpo e dulçor. Terminada a lavagem, começaremos a fervura com cerca de 29 litros de mosto na panela, dos quais, após 90 minutos de fervura intensa, restarão por volta de 23 litros.
Fermentação a 18 graus por 10 dias (gostaria de uma temperatura maior, mas durante o inverno em Joinville isso não foi possível, infelizmente). A maturação foi de 1 mês, e faltando 5 dias para o envase foi feito dry hopping no tanque maturador com 23g de lúpulo Cascade. Filtrada, foi então a cervejinha pras garrafas e aqui chegaram da Cervejaria OPA ontem, dia 24 de setembro de 2012, aniversário do meu saudoso avô.


Em São Paulo a On Trade distribuirá as Zoontjes, enquanto aqui no Rio ficará a cargo da Puro Malte.

Agora é aguardar a chegada do Vinícius. Pros amigos a choppada acontecerá na porta da maternidade, e brinde de cervejeiros são garrafas de pólvora amarela (embora seja avermelhada a cerva), vulgarmente conhecida por cervejinha.

Um brinde,

Botto e Tatiana

Meu estagiário, hehehe


Já está virando tradição, dia 14 de abril, pelo segundo ano consecutivo e em homenagem à promulgação da Lei de Pureza Alemã de 23 de abril da 1516, em parceria com a Cervejaria Bamberg realizarei mais um curso de produção caseira de cerveja na cidade de Votorantim, a capital da Francônia brasileira, rs.


No ano Passado o curso foi show (http://cervejariabamberg.blogspot.com/search?q=botto), muito legal mesmo, quando fizemos uma classic rauchbier; neste ainda não está definido o estilo da cerveja a ser produzida, a não ser a escola de origem do mesmo, a alemã, afinal estamos celebrando a Reinheitsgebot, e a escolha será feita pela turma dentre as seguintes opções: doppelbock, weizen ou munich dunkel. O que acham?


Fico muito feliz de dar este curso na Bamberg, não só pelo carinho e amizade, mas por ter sido onde há 4 anos a Biertruppe produziu sua primeira cerva, a Tcheca, e por ser uma das melhores cervejarias do Brasil. É muito bom, um grande prazer, sem dúvida.

As inscrições já estão abertas!!! Vagas limitadas. Para inscrição e mais informações, entrar em contato pelo email leonardo@bottobier.com.br

Seguem abaixo melhores informações sobre o curso:

Data:14 de abril de 2011, sábado.

Horário: das 09 às 21 horas.

Local: R. Sebastião Benedito Reis, 582, Votorantim-SP, Cervejaria Bamberg.

Investimento: R$ 400,00. A data da reserva da vaga será a da confirmação do depósito. Incluído apostila, coffee break, almoço, lanche e degustação de cervejas da Bamberg, da Botto Bier e da cerveja de trigo de Weihenstephan, Alemanha, cervejaria mais antiga do mundo ainda em funcionamento, desde 1040, colaboradora do curso.

Programa:

- Parte teórica abrangendo breve histórico da cerveja, estilos, máterias primas e equipamentos (onde adquiri-los e como produzi-los), limpeza e sanitização, e processo cervejeiro.

- Parte prática onde os alunos elaborarão uma leva de cerveja, acompanhando o processo desde a moagem ideal dos grãos, passando pela parte quente do processo, brassagem ou cozimento dos maltes, filtragem, fervura, lupulagem, resfriamento e inoculação do fermento. Concomitantemente à parte prática, que dura cerca de 8 horas, degustaremos as cervejas.

Um brinde e até lá,

Botto

A ideia é fazer um curso voltado àqueles que desejam fabricar sua própria cerveja, que busquem qualidade, permitindo o desvencilhar da pouca variedade de estilos da bebida a nós imposta no Brasil.

Seguem abaixo melhores informações sobre o curso:

Data: 17 de março de 2012, sábado.

Horário: das 09 às 21 horas.

Local: Joá 3000, sito na Estrada do Joá, 3000, Barra da Tijuca (http://www.joa3000.com/).

Investimento: R$ 375,00. A data da reserva da vaga será a da confirmação do depósito. Incluído apostila, coffee break, almoço, lanche e farta degustação de algumas das minhas produções artesanais, além das cervejas de trigo de Weihenstephan, Alemanha, cervejaria mais antiga do mundo ainda em funcionamento, desde 1040, colaboradoras do curso.

Para inscrição e mais informações, entrar em contato pelos emails tatiana@bottobier.com.br ou leonardo@bottobier.com.br .

Programa:

- Parte teórica abrangendo breve histórico da cerveja, estilos, máterias primas e equipamentos (onde adquiri-los e como produzi-los), limpeza e sanitização, e processo cervejeiro.

- Parte prática onde os alunos elaborarão uma leva de cerveja, acompanhando o processo desde a moagem ideal dos grãos, passando pela parte quente do processo, brassagem ou cozimento dos maltes, filtragem, fervura, lupulagem, resfriamento e inoculação do fermento. Concomitantemente à parte prática, que dura cerca de 8 horas, degustaremos as cervejas.

Abraço,
Botto

Histórico dos curso: http://blog.bottobier.com.br/2009/01/27/89/

Meus amigos,

no próximo dia 27 darei mais um curso de produção artesanal de cerveja na capital paulista, desta vez no aconchegante bar Bierboxx, que fica na rua Fradique Coutinho, 842, Vila Madalena.

Curso Bierboxx

Obs: O curso começará às 09 da manhã, com previsão de término por volta das 19, podendo passar um pouquinho disso (o que acredito que acontecerá, rs).

Inscrições e mais informações pelos email leonardo@bottobier.com.br ou leandro@bierboxx.com

Até lá,

Botto
ps: Um brinde

Meus amigos,

desde o dia que publiquei a receita da Botto Bier Munchen Helles, muitos emails tenho recebido com dúvidas, especialmente quanto a utilização de 4 sachês de fermento W34/70 pra fermentar apenas 20 litros.

De uma forma corriqueira se convencionou acreditar que pra 20 litros de mosto a fermentar, medida meio que padrão não só aqui, mas em todo mundo, pra quem se inicia no hobby, um sachê de fermento seria o suficiente. Isso não é verdade absoluta. É preciso entender que há uma série de variáveis que determinará a quantidade de fermento adequada pro estilo de cerveja que se deseja fazer. Enfim, voltamos ao famoso DEPENDE, palavra mais que recorrente na arte de se fazer cerveja.

Mas do que depende? O que precisamos considerar?

Antes de responder estas perguntas, vamos analisar alguns pontos importantes no manejo do processo de fermentação:

1) Composição do mosto

Um mosto com maior extrato, densidade original, tenderá a nos fornecer mais álcool, pela maior quantidade de substrato pro fermento, dependendo de sua composição em fermentáveis ou não. No mosto precisamos também de nutrientes para levedura, cálcio, zinco, sódio, aminoácidos, entre outros.

Logo, um mosto com maior densidade necessitará de mais fermento. Se for um mosto com deficiência de nutrientes, o que não nos preocupamos muito, nós cervejeiros caseiros que fazemos cervejas puro malte, com insumos de ponta, necessitaremos de mais fermento, pois sofreriam as leveduras se tivessem que se reproduzir em ambiente pobre.

2) Tipo e dosagem de levedura

Primeiramente teremos diferenças entre famílias de fermento, ale x lager, gerando a primeira mais ésteres, cervejas mais frutadas, enquanto a segunda gera cervejas com menor presença em aromas de fermento.

A dosagem também é importante. Normalmente utilizamos um milhão de células viáveis de fermento X graus platos de densidade (~1 plato = 4 no densimetro de massa)por ml de mosto a ser fermentado.

Eis o cálculo mágico propagado na prática e literatura, o que pra gente caseiro é difícil de precisar: Quantidade de fermento = 1.000.000 de céls. X Gravidade (densidade) em platos por ml de mosto a fermentar. Vale dizer que este cálculo mágico também se sujeita a variáveis, principalmente à temperatura de fermantação, mas em linhas gerais costuma dar certo.

Se a dosagem for menor que a necessária estressaremos as células do fermento ativas, pois terão mais trabalho, forçando maior número de divisões celulares para converterem os açúcares, o que estereficará mais a bebida; e, possivelmente, elas não conseguirão converter todo açúcar do mosto em álcool e CO2, dependendo da quantidade de extrato e composição do mosto, deixando a cerveja com um doce residual. A fermentação também ocorrerá de forma mais lenta.

Outra questão importante é a proteção contra contaminantes. O mosto (rico em açúcares) resfriado é extremamente tentador pra bactérias, e um fermento viável e em boa quantidade atua como protetor da bebida, pois rapidamente suas células tomam conta do ambiente e, competindo pelo território, impedem a proliferação dos contaminantes.

Por outro lado, se inocularmos mais fermento que o necessário, teremos uma fermentação mais rápida, mais segura, mas uma cerveja menos esterificada.

Melhor sempre procurarmos informações do fabricante do fermento, buscando quantidades recomendadas!!!

3) Temperatura

Com uma temperatura mais elevada de fermentação teremos:
- Fermentações mais rápidas
- Maior risco de espumamento
- Maior formação e redução de diacetil
- Maior multiplicação celular
- Menor pH
- Maior formação de Álcoois Superiores

Por sua vez, com temperaturas menores de fermentação possibilitaremos:

- Maiores tempos de fermentação
- Pior redução de dicetonas
- Menores riscos de espumação
- Menor multiplicação celular
- Maior formação de H2S
- Menor formação de Álcoois Superiores

Obs: quanto mais se multiplicam as leveduras, mais se esterifica a cerveja, mais aromas frutados serão formados, variando estes de acordo com as características dos fermentos.

4) Tempo

Variará em função do tipo e quantidade de fermento, composição do mosto e temperatura de fermentação, principalmente.

5) Pressão

Quanto maior a pressão dentro do tanque, menor a esterificação e mais difícil a eliminação de compostos voláteis.

Visto isso, passamos a analisar o que queremos da cerveja a produzir.

No livro Brew Like a Monk, em certo trecho, é mencionado que algumas cervejas belgas, notabilizadas por aromas bastante frutados, buscam inocular uma menor quantidade de levedura forçando que esta tenha que se multiplicar mais para dar conta do recado, conta da quantidade de açúcar por fermentar. Isso é proposital. Quem opta por este tipo de método pretende que sua levedura se multiplique mais para fermentar, e se multiplicando assim gere mais ésteres (ácidos orgânicos + álcool), mais aromas frutados na cerveja.

No caso das lagers em geral, e especialmente no estilo Munich Helles, ésteres não são desejados, logo algumas medidas são válidas e necessárias pra se obter aromas mais limpos de fermentação na bebida.

Assim optamos por fermentar em temperaturas menores, o que diminui o metabolismo da levedura produzindo menos ésteres. Diminuindo o metabolismo, todavia, precisamos dosar uma quantidade maior de fermento, com isso assegurando que o meio esteja protegido de contaminação por outros microrganismos. Dosando mais fermento, menor será também a multiplicação celular, o que diminui a produção de ésteres. Ou seja, temperatura e quantidade estão intimamente interligadas.

Quanto ao fermento W34/70, o fabricante recomenda a seguinte dosagem:

“80 g/hl a 120 g/hl se a inoculação for feita num mosto a 12 – 15 ºC (53 – 59 ºF). A dosagem deve ser
incrementada quando o mosto estiver a temperaturas abaixo de 12 ºC (53 ºF), até 200 – 300 g/hl a 9 ºC
(48 ºF).”

Como queria uma cerveja limpa em aromas de fermentação, o menos esterificada possível, optei, então, por fermentar em temperatura mais amena e com uma dosagem maior de levedura.

A fermentação se inicia em 9ºC e uso 4 sachês de fermento (11,5g cada) para fermentar 20 litros de mosto, quantidade perfeitamente em conformidade com a recomendação do fabricante, a qual pode ser vista pelo link da Fermentis.

Trazendo a recomendação da fermentis pro meu caso, fermentando a 9ºC, a empresa recomendaria 40 a 60 g para cada 20 litros de mosto. Vale ressaltar que não consta na recomendação a adequação à densidade do mosto, o que é um erro, mas na maioria dos casos dá certo, pois levam em conta um mosto com até 1060, 1065 de densidade, densidade maior que a da Helles em questão. Não se atém também a perda de viabilidade com o processo de liofilização do fermento, bem como o tempo de guarda do mesmo, certo de que um fermento mais jovem terá mais células ativas e viáveis que outro já próximo da data de validade.

Usando 4 sachês, então, a relação é de 46g de fermento pra 20 litros de mosto, dose mais pro limite inferior que superior da recomendada pelo fabricante, isso pra se fermentar a 9ºC.

Bem, em linhas rápidas, é isso, pessoal. Tendo mais dúvidas é só falarem, estou às ordens.
Saúde!!!

Um brinde,

Botto

VAGAS ESGOTADAS

Meus amigos, atendendo a pedidos, junto da Cervejaria Bamberg, marcamos pro dia 16 de abril mais um curso de produção de cerveja artesanal caseira em São Paulo.
Bamberg

Tal qual o curso que dou no Rio, a ideia é fazer um curso voltado àqueles que desejam fabricar sua própria cerveja, que busquem qualidade, permitindo o desvencilhar da pouca variedade de estilos da bebida a nós imposta no Brasil.

Seguem abaixo melhores informações sobre o curso:

Data:16 de abril de 2011, sábado.
Horário: das 09 às 21 horas.
Local: R. Sebastião Benedito Reis, 582, Votorantim-SP, Cervejaria Bamberg.
Investimento: R$ 400,00. A data da reserva da vaga será a da confirmação do depósito. Incluído apostila, coffee break, almoço, lanche e degustação de cervejas da Bamberg, da Botto Bier e da cerveja de trigo de Weihenstephan, Alemanha, cervejaria mais antiga do mundo ainda em funcionamento, desde 1040, colaboradora do curso.
Programa:
- Parte teórica abrangendo breve histórico da cerveja, estilos, máterias primas e equipamentos (onde adquiri-los e como produzi-los), limpeza e sanitização, e processo cervejeiro.
- Parte prática onde os alunos elaborarão uma leva de cerveja, acompanhando o processo desde a moagem ideal dos grãos, passando pela parte quente do processo, brassagem ou cozimento dos maltes, filtragem, fervura, lupulagem, resfriamento e inoculação do fermento. Concomitantemente à parte prática, que dura cerca de 8 horas, degustaremos as cervejas.

Para inscrição e mais informações, entrar em contato pelo email leonardo@bottobier.com.br

Fica a enquete: qual cerveja produziremos no curso: uma Classic Rauchbier, a Feiticeira; uma Doppelbock, a Thor; ou uma Weizen?

Abraço,
Botto

Bolacha
Estou pra escrever no blog já há algum tempinho, mas, por falta de espaço (no começo do blog carreguei fotos muito grandes que terei de compactá-las pra readquirir espaço), e um tico de preguiça e falta de tempo pra reorganizar o blog, sempre ia deixando pra depois. Não só isso, acho que fui mordido pelo bichinho do Twitter também (@bottobier), muito mais célere, mas estou lutando contra o vício, hehehe.
Com menos de 9 meses de estrada, foi com grande alegria que recebi a notícia da Botto Bier Helles ter sido indicada como um dos melhores chopp do Rio pela edição Comer e Beber da revista Veja Rio, através do querido Bar da Frente (onde era o antigo Aconchego Carioca e onde foi lançado o helles).
O sucesso está muito maior do que podia esperar, todos estão adorando, ou, talvez, não imaginasse ter tantos melhores amigos, hehehe. Valeu pessoal.
Alguns dos melhores amigos no Bar da Frente
Muita gente me pergunta se é, ou foi, difícil fazê-la, não foi, mas nunca consigo responder a contento pois ainda está inacabada, e sempre estará. Tem sido divertido, gratificante e trabalhoso, sempre há umas coisinhas aqui e outras ali pra ajustar, idéias novas, etc…, mas vamos indo, sou hedonista e ponto.
Como alguns alunos e amigos se interessaram em reproduzi-la, o que é sempre uma honra, já passei a receita dela pelo Twitter e também diretamente pra quem me pediu, mas faltava deixá-la consignada aqui.

Então, lá vamos nós, eis a receitinha da Botto Bier Helles readaptada para produção de 20 litros, com rendimento de 70%:

De maltes:
3,7 kg de malte pílsen (Agromalte)
1,2 kg de malte Vienna (Weyermann)
0,7 kg de malte Munich (Weyermann)

obs: Este percentual de maltes foi alterado algumas vezes, tendo sido este o que mais gostei.

De água:
16 litros de água pra mostura
18 litros de água pra lavagem

De lúpulos:
21 g de Hallertau Tradition (10%a.a.) a 60 minutos do final da fervura
23 g de Saaz quando do término da fervura

obs: inicialmente fazia a lupulagem toda de Saaz, lúpulo que mais gosto e uso, mas posteriormente passei a usar o hallertau pro amargor e o saaz pro aroma apenas. Os Hallertauers e lúpulos alemãs são os mais usados nas helles clássicas, mas há relatos de algumas cervejarias usarem o saaz objetivando uma lupulagem mais fina e delicada. Enfim, fiquei num misto de clássico e gosto pessoal. A receita está configurada para 22 IBUS de amargor.

De leveduras:
4 saquinhos de Fermentis W/34-70 de Weihenstephan

Espuma de gente grande

Brincadeira:
Esquentar a água da brassagem até 55º e arriar os maltes. Subir a temperatura até 67,5º e manter nesta por 100 minutinhos. Depois, elevar até 78º, repousar por 10 minutinhos, e iniciar a transferência pra panela de filtragem/clarificação/lavagem.
Fervura intensa por 90 minutinhos. Resfriar pro mais próximo possível de 9º e inocular os fermentinhos. Fermentação em 12 dias, nos 4 primeiros a 9º, depois subir pra 11º, ficando nesta por 6 dias, e depois subir pra 14º no restante.
A densidade inicial (OG) fica em 1050, e a final (FG) em 1011, o que dá cerca de 5,08% de teor alcoólico por volume.

Quem quiser reproduzi-la, reinventá-la ou sei lá o quê, é uma honra, como disse, e, no que puder ajudar, é só falar.

Primeiro Bottaço
Um brinde com um Bottaço helles,

Botto

ops, a saideira de hoje:
Saideira

Meus amigos, segue uma boa pedida pra todos que desejarem ir pra Oktoberfest deste ano, a mim encaminhada pelo Sulivan do Clubbier:
Rota da Cerveja
Fica a dica de opção pros que desejarem ir.
Um brinde,
Botto

Rapidinha 2

De hoje, 14 de abril, até sábado, ou enquanto durar o pequeno estoque, no Beertaste terá chopp Botto Bier München Hell em dobro: bebeu um o outro é grátis.
Pros de outros mundos, o Beertaste fica no Shopping Cittá América, na Barra.
Um brinde com uma munchenzinha,
Botto

Older Posts »